Castração seria uma das soluções
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terça-feira, 21 de novembro de 2000
De Curitiba 
A adoção de medidas mais firmes no controle de natalidade dos animais, como a castração dos machos e esterilização das fêmeas é a melhor solução para as entidades, como a Sociedade Protetora dos Animais, a Associação do Amigo Animal (Ama) ou o Clube das Pulgas. Outra solução unânime apontada é trabalhar na educação, conscientizando a população.
Em São Paulo, o Clube das Pulgas já realiza trabalho semelhante desde 1997, com ótimos resultados. O objetivo principal é castrar os animais e garantir sua não proliferação. Para isso, a entidade mantém convênios com 20 clínicas veterinárias que fazem a cirurgia a preço de custo, realiza mutirões nos finais de semana para castração nos bairros carentes, além de arrecadar recursos para compra de medicamentos e material cirúrgico com a venda de camisetas.
Em Curitiba, cerca de dez voluntários tentam implantar o projeto desde o ano passado. Segundo a voluntária Elaine Petrelli, por enquanto a entidade está vendendo camisetas para poder comprar material cirúrgico. O passo seguinte será fazer um mutirão, com ajuda de veterinários, para castração de animais em bairros carentes.
O Serviço de Controle de Zoonoses e Vetores da prefeitura pretende implantar programa semelhante a partir do próximo ano. A primeira etapa do projeto prevê que as clínicas reduzam o preço da castração dos atuais R$ 240,00 para R$ 50,00. O município entraria na segunda etapa, com o serviço gratuito nas áreas carentes.
Enquanto esses projetos não são implantados, as entidades vivem lotadas de animais. A capacidade da carrocinha, de 360 cães, vive esgotada, assim como a Sociedade Protetora, que mantém cerca de 600 animais em sua sede. Há, ainda, iniciativas de particulares. São pessoas que começam recolhendo animais e, aos poucos, transformam suas casas em verdadeiros zoológicos de animais domésticos. É este o caso de Julia Misga, que mantém cerca de 1 mil cachorros e 200 gatos em sua chácara em Campo Magro no município de Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba. Para manter essa estrutura, ela gasta cerca de R$ 10 mil por mês em ração, medicamentos, construção de canis etc. Com objetivo de ajudar a cuidar dos bichos de Julia Misga é que acabou sendo criada a Associação do Amigo Animal.
Já o professor universitário Paulo Cesar Krelling e sua esposa Susi Cristina estão tentando reunir todas as entidades de defesa dos animais para, junto com a Procuradoria do Meio Ambiente do Ministério Público, universidades e empresas, formar o que eles chamam de Curitiba Cidade Protetora dos Animais.(M.G.)


