Castigo nem sempre resolve
A psicóloga Kellen Escaraboto afirma que nem sempre colocar a criança de castigo resolve o problema das birras. ''Estudos têm provado que o castigo pode ter sua utilidade. No entanto, como geralmente é aplicado somente em casa, pode ser ineficaz para a mudança de comportamento da criança, pois não a ensina o que fazer e nem como fazer'', avalia.
Ela diz que, ao começar castigando os filhos desde cedo, os pais tendem a cair numa armadilha. ''O castigo funciona da seguinte maneira: a criança faz uma arte como bater na irmã, ou mesmo gritar ou chorar. Os pais o castigam e por isso ele para imediatamente. A experiência do castigo faz a criança agir como os pais esperam e eles sentem-se profundamente animados. Da próxima vez que isso acontecer é mais provável que os pais apliquem o castigo e sempre haverá uma próxima vez, pois o castigo inibe uma atitude temporariamente'', explica a psicóloga.
Porém, ressalta, conforme as crianças acostumam-se com o castigo o comportamento indesejável tende a retornar mais rapidamente e os pais, consequentemente, podem subir a escalada da punição. ''Afinal de contas, se um pequeno castigo funcionou tão bem, um maior funcionará bem melhor e, mesmo que a criança demonstre arrependimento, o comportamento pode voltar pior do que era antes'', orienta. (M.R.)





