Castelo Branco vira parque educativo
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segunda-feira, 18 de março de 2002
Denise Angelo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Parque Castelo Branco, localizado no município de Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, será transformado num espaço educativo, que está sendo chamado de Parque da Ciência. O local abrigava feiras agropecuárias desde a década de 60, entre elas a Feira do Paraná. Porém, com a criação da Bacia do Iraí, que faz divisa com o parque, foi estabelecido um zoneamento específico para a área. Este zoneamento não permite a permanência de animais no local, para evitar a poluição da reserva do Iraí, que abastece 30% da população de Curitiba e região metropolitana. Com isso, a realização da feira foi suspensa naquele local desde 2000.
Agora o governo do Estado quer readequar o espaço. Para isso, publicou ontem edital de licitação que prevê a reforma dos nove barracões, execução de sete passarelas, remodelagem do passeio, execução da Praça da Esfera dos Quatro Elementos e da Rua do Conhecimento. A reforma do parque faz parte do projeto de revitalização cultural do Paraná.
Segundo informações da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano, a obra deve custar cerca de R$ 3 milhões. Os recursos empregados serão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com contrapartida estadual do Fundo de Desenvolvimento Urbano (FDU). A empresa que vencer a licitação terá 150 dias para concluir a obra. A previsão da secretaria é de que o novo parque seja inaugurado dentro de sete meses.
Os primeiros barracões vão abrigar exposições permanentes de empresas que detêm conhecimento científico, como a Copel, Sanepar e Tecpar. Inicialmente, a visitação ao local será aberta a estudantes, professores e pesquisadores da Região Metropolitana de Curitiba. Mas a intenção é possibilitar o acesso de todos os paranaenses ao local, além de turistas.
Também está previsto a ocupação de um dos barracões para o treinamento de produtores rurais. O espaço será batizado com o nome Mundo do Campo. Segundo o secretário estadual de Meio Ambiente, José Antônio Andreguetto, lá serão oferecidos aos produtores cursos sobre técnicas limpas de produção agropecuária, que poderão ser aplicadas em áreas com restrição de uso.


