Conhecido pelas feiras de animais que sediou no passado, o Parque Castello Branco deve sofrer nos próximos anos uma mudança radical. Estudos preliminares do governo do Estado pretendem transformar a área de 85 hectares, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, num espaço temático onde a população terá acesso a informações sobre ciência, tecnologia e agricultura.
Batizado de ‘‘Parque Cultural da Água e Energia’’, o Castello Branco do futuro deverá ficar aberto o ano inteiro e não apenas nos 25 dias de Feira do Paraná. As modificações tiveram que ser planejadas por circunstâncias ambientais. Com a construção da barragem do Iraí, inaugurada no ano passado, 31 hectares do parque foram tomados pelo lago da represa, que abastece a RMC.
No ano passado, o Instuto Ambiental do Paraná (IAP) embargou o parque, provocando o cancelamento de mais uma edição da feira. O temor era de que os dejetos produzidos pelos animais expostos no evento pudessem contaminar o lago. Com o funcionamento da represa, o parque foi incorporado à Área de Proteção Ambiental (APA) da Bacia do Iraí. Uma comissão formada por representantes da Copel, Emater, Secretaria da Ciência e Tecnologia, Sanepar e criadores dos animais debatem desde o início do ano como será o aproveitamento do novo parque aliado as novas questões ambientais.
Um dos esboços que despontam nas pranchetas é o centro sobre agricultura. A proposta é mostrar aos visitantes todas as fases necessárias para produzir os alimentos e como o Estado depende deste setor para movimentar sua economia. O ciclo exibirá todas as etapas necessários para colocar comida nas prateleiras dos supermercados. Em ordem cronológica, os leigos poderão apreciar as técnicas de preparo do solo, plantio, colheita e envio do produto para as cidades.
A preocupação com a natureza também não ficará de fora. Ela deve estar representada na preservação das matas ciliares. Todas as demonstrações ficarão abrigadas nos pavilhões já existentes do Parque Castello Branco. O projeto que está sendo estudado não é definitivo e deve sofrer novas alterações. Uma delas é a realização de obras de saneamento que o espaço vai precisar. O investimento necessário no projeto ainda não é conhecido, mas uma das metas é adequar o parque para comportar no máximo, cerca de 6 mil pessoas, sete vezes menos que a capacidade inicial.

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