Casos são vistos como fatalidades
Um ponto importante é abordado pelo estudo do Criança Segura: a preocupação quanto a prevenção de acidentes. As mães entrevistadas estão mais preocupadas em solucionar problemas depois que os acidentes acontecem que preveni-los. Segundo a pesquisa, os acidentes são vistos como fatalidades inevitáveis que, mesmo com os cuidados, não podem ser evitados. No entanto, a pesquisa da Criança Segura cita um relatório da Fundação das Nações Unidas Para a Infância (Unicef), publicado em 2001, que comprova uma diminuição em 50% de mortes de crianças menores de 15 anos em países que adotaram medidas preventivas contra acidentes.
A pesquisa mostrou que acidentes de trânsito, afogamento, sufocamento, queimadura, quedas, intoxicação, entre outros, são as principais causas de morte infantil no Brasil, mesmo se comparados à outras causas, como doenças ou violência urbana. Por dia, 16 crianças morrem vítimas de acidentes. Enquanto isso, 380 ficam hospitalizadas.
Em 2005, ano-base do estudo, 5.808 crianças morreram no País vítimas de acidentes. O principal causador de óbitos é o trânsito, com 2.326 vítimas, seguido pelo afogamento (1.496 mortes) e pelo sufocamento (806). Também por causa de acidentes, 138.604 crianças foram hospitalizadas no mesmo ano. A principal causa são as quedas, com 75.504 vítimas. (T.A.)





