Dezenas de casos de ataques de cães a pessoas, em todo o país, são registrados todos os anos. Geralmente, os ataques são de cães de grande porte, como rottweiler, fila brasileiro, doberman, mastin napolitano, que possuem uma força muito grande na mandíbula. No ano passado, em Apucarana, um empresário foi morto por três cães mastin napolitano, quando entrava no quintal de sua casa. Detalhe: ele não gostava de cães e não tinha contato com os animais, criados pela família.
O inverso aconteceu em fevereiro deste ano, quando uma vira-lata se transformou em heroína. A cadela Catita salvou a vida de dois irmãos, um menino de 10 e outro de quatro anos, da fúria de um pittbull, em Campos (RJ). Neste mês, uma doméstica de Maringá foi atacada pelo cão vira-lata da patroa, quando limpava o quintal da casa. Na semana passada, no Rio de Janeiro (RJ), um garoto de nove anos foi atacado por um cão da raça fila brasileiro. Nos dois casos, os cães eram usados para a guarda da casa e seus proprietários haviam deixado os portões abertos, facilitando o ataque.
No entanto, o alvo dos políticos é mesmo os criadores e donos de pittbull. No Rio de Janeiro, a Assembléia Legislativa aprovou uma lei proibindo a criação, reprodução e comercialização da raça. O governo brasileiro estuda ainda a proibição da raça no Brasil, estudando um projeto para castrar todos os pittbull, erradicando-os do país em 10 anos.
Mas nem sempre cães de raça de grande porte são agressivos e violentos, como anunciam. Em Curitiba, em janeiro, um cachorro rottweiler encontrou um bebê recém-nascido na casa de sua dona e não o atacou. Ao contrário, alertou os moradores que havia alguém no quintal. (A.S.)

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