Casos levam Saúde a decretar alerta
Marta Medeiros
De Maringá
Especial para a Folha
A Secretaria Municipal de Saúde de Maringá entrou ontem em estado de alerta contra a dengue. A confirmação de seis casos e a notificação de 49 pessoas suspeitas de terem contraído a doença nos três primeiros meses do ano chamam a atenção dos técnicos de saúde. O município teme a volta de uma epidemia como a ocorrida em 1995. Ontem, agentes percorreram bairros da zona norte da cidade porque a maioria dos casos notificados são de pessoas que residem na região. O primeiro caso confirmado da doença foi registrado em fevereiro.
Segundo a coordenadora de Saneamento Básico da Secretaria Municipal de Saúde, Mariangela da Silva Felix Vecchi, a falta de interesse da população em colaborar no controle do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, é um dos maiores problemas que os agentes encontram para evitar a proliferação do inseto. Para reverter a situação do município a colaboração da população é fundamental, afirma a coordenadora.
A secretaria está concluindo o levantamento do índice predial que permite verificar a incidência do mosquito nos bairros. Conforme Mariangela, apesar de um grande número de notificações se concentrar na região norte, em quase todos os pontos da cidade se verificam a presença de casos suspeitos ou confirmados. Por isso, o controle do Aedes aegypti é considerado fundamental para os técnicos de saúde.
A prefeitura está trabalhando em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (FNS). São 120 agentes de saúde divididos em 17 equipes. Uma equipe percorre pontos considerados estratégicos como borracharias e ferros-velhos. Outra é responsável por palestras educativas em escolas e centros comunitários e as demais visitam residências e lojas comerciais. Terrenos baldios também estão na lista de preocupações dos técnicos da saúde por causa de lixos acumulados.
Durante as visitas, os agentes contam que percebem a falta de interesse das pessoas em colaborar. Muitos moradores, apesar do histórico que o município tem sobre a dengue e de campanhas de conscientização, ainda insistem em deixar utensílios com água parada. Para matar os mosquitos os agentes colocam veneno nos locais identificados com focos de larvas.
Além de visitas locais, a FNS vai iniciar o borrifamento de veneno em toda a cidade com o carro fumacê. A fundação estava apenas com um fumacê utilizado por municípios da região de Maringá. Outras duas máquinas chegaram esta semana por causa de reivindicações sobre o estado de alerta. O município de Ivatuba (38 km a oeste de Maringá) já enfrenta uma epidemia de dengue.





