O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Gabriel Ribeiro de Campos, explica que a colocação dos portadores de deficiência em linhas comuns atende ao apelo da Campanha da Fraternidade. ''Todos têm o direito à inclusão. Estamos fazendo o possível para atender esse objetivo e integrar cada vez mais os deficientes''.
Para isso, um levantamento foi feito desde julho 2005, em que os jovens passaram por avaliações médicas. ''Todos os casos foram detalhados e os que tinham condições de pegar um ônibus comum, estão pegando'', explicou Campos, informando que o portador de deficiência e os acompanhantes têm direito ao passe livre. ''Depois do laudo, o assunto foi amplamente discutido em várias reuniões com todas as entidades que atendem os alunos, inclusive os pais, que concordaram com a mudança e só então foi definida a inclusão''.
A decisão, segundo o presidente da CMTU abriu novas vagas para 20 alunos portadores de deficiência esta semana. ''Eles estavam sem aula e só conseguem chegar às escolas com transporte especial.''
Campos afirma que pode ter havido erro de avaliação de algum aluno. ''Pode ter acontecido. Não podemos nos furtar disso.'' Os casos em que as crianças apresentam problemas no momento do transporte, como o de convulsão, citado na reportagem, podem ser revistos pela CMTU.
Segundo Campos, 222 pessoas são transportadas pela CMTU para tratamento de sa© úde e 205 crianças são transportadas para escolas especiais. Destas, 57 não foram consideradas aptas a utilizar os ônibus convencionais. ''Atualmente temos 18 veículos equipados com elevador, mas até o início de abril deverão ser 60.'' Ele revela ainda que a CMTU já identificou mais de 500 cadeirantes, inclusive nos locais onde moram. ''Até o final do ano, queremos dar atendimento a 100% dos cadeirantes da cidade.'' (M.O.)

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