Três casos de meningite viral registrados nos últimos 30 dias em Rolândia (25 km a oeste de Londrina) estão preocupando as autoridades sanitárias do município. Mesmo considerada uma meningite mais branda, com sintomas semelhantes ao de uma gripe forte, ela merece cuidados médicos.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Nilson Giraldi, o quadro não é de surto. ‘‘No entanto, temos que cuidar para que ele não aumente mais. Como não tem vacinação para esta doença, o melhor é a família se prevenir seguindo as orientações médicas, mantendo os ambientes arejados e evitando o contato com aglomerações’’, alertou. Giraldi garante que a situação está sob controle.
Os sintomas mais comuns da meningite viral são febre alta, dor de cabeça e vômitos. ‘‘Os cuidados médicos são para cortar o vômito e diagnosticar a doença a tempo. Por causa do clima dos últimos dias, acredito que outros casos ainda vão surgir’’. A chefe da seção de epidemiologia da 17ª Regional de Saúde em Londrina, Vera Lúcia Marvule, considerou estes casos como normais e disse que a região está vivenciando o final de um surto de meningite viral que começou em novembro.
No final do ano passado, um surto de meningite atingiu a área da 17ª Regional, especificamente os municípios de Londrina, Cambé e Rolândia. ‘‘A meningite viral leva em torno de quatro meses para acabar’’, salientou. Em novembro e dezembro a regional registrou em torno de 50 casos por semana. Hoje, estes números estão em torno de 10 e caindo cada vez mais.
‘‘Não tivemos nenhum caso de óbito ou que deixou sequela nas crianças. Mesmo no final do surto o ideal é que os pais procurem ajuda médica a qualquer sintoma da meningite’’, orientou. A vantagem no tratamento da meningite viral está na evolução rápida, com três a quatro dias de internação hospitalar. Também há casos em que o tratamento é feito em casa. ‘‘Como não existe vacina para ela, isolamos o vírus e não há perigo dele se alastrar’’, assegurou.

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