Casos de meningite ainda preocupam
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terça-feira, 26 de setembro de 2000
De Curitiba 
Mais um membro da família das irmãs que morreram de meningite meningocócica, em Umuarama, no Norte do Estado, pode ter contraído a bactéria causadora da doença. Um dos primos das vítimas procurou ontem a 12º Regional de Saúde do município queixando-se de fortes dores de cabeça. A regional não identificou o nome do garoto e informou que ainda não foi feito o diagnóstico do problema.
Mesmo se for confirmado mais um caso de meningite, a Secretaria Municipal da Saúde descarta a possibilidade de surto. Segundo Nilce Haida, chefe da divisão de controle de doenças da secretaria, a família das vítimas está recebendo medicamentos específicos para bloquear a bactéria e a comunidade está sendo orientada sobre os sintomas principais. Como é difícil evitar a transmissão da meningite meningocócica, nós acompanhamos todos os casos e fizemos uma ação de bloqueio, contou.
Essa ação tem como objetivo combater o agente causador da meningite que pode estar presente no organismo de pessoas que tiveram contato com as vítimas. Os portadores podem transmitir a bactéria mesmo sem desenvolver a doença. Nilce acredita que Lidiana Viana dos Santos, 20 anos, pode ter contraído o agente por não ter tomado o medicamento fornecido pela secretaria. Lidiana morreu na manhã da última segunda-feira, 25 dias após a morte de sua irmã, Letícia, de 11 anos.
Dos diversos tipos de meningite, a meningocócica é mais facilmente transmissível e também a que resulta num maior número de mortes. Este ano foram detectados, no Estado, 143 casos com 28 mortes ou seja, quase 20% dos contaminados não resistiram à doença. Nilce alerta que a meningite é mais facilmente combatida quando detectada precocemente. Os principais sintomas são fortes dores de cabeça, febre alta e dificuldade de mover o pescoço. (M.M.)


