Durante o período de festas de final de ano os casos de intoxicação alimentar e de indisposição gastrointestinal aumentam entre 70% a 80% por causa dos excessos cometidos pelas pessoas que comem ou bebem demais. Por isso, todo cuidado é pouco para quem quer comemorar o réveillon sem perder a cabeça e o estômago. Afinal, é principalmente na festa de passagem do ano que é registrado o maior número de casos de embriaguez.
O gastroentereologista Nemer Hajar, diretor do Instituto de Cirurgia e Gastroentereologia do Paraná (Ingigap), diz que, para evitar problemas de indigestão, não se deve abusar das bebidas alcóolicas e dos alimentos hipercalóricos, com excesso de gordura e condimentos. ‘‘As pessoas não podem pensar em matar a sede com bebidas alcóolicas, mas sim com sucos ou água’’, diz.
Outro cuidado indispensável nesta época do ano, principalmente por causa das altas temperaturas, é escolher bem o que vai ingerir. O conselho é que as pessoas comam apenas alimentos frescos e que, de preferência, tenham sido feitos na hora. Segundo Hajar, sem esses cuidados corre-se o risco de se ter uma intoxicação alimentar bacteriana, que provoca diarréia, náuseas e vômito. Esses sintomas podem levar à desidratação, que exige até internamento caso a perda de líquidos seja grande.
O gastroentereologista aconselha que se procure atendimento médico ao se perceber que os sintomas da embriaguez não passam após um período de seis horas. ‘‘Se deixar passar muito tempo, o tratamento acaba ficando mais complicado’’, diz Hajar. No caso de intoxicação alimentar, ele adverte que a pessoa não deve tomar remédios para cortar a diarréia, que é a forma que o organismo encontra para expulsar as bactérias. Uma dieta alimentar e a ingestão de muito líquido também ajudam no restabelecimento.

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