Luciana Pombo
De Curitiba
O excesso de ingestão de chocolates acaba levando muitas crianças para os postos de saúde e hospitais. Segundo a diretora do Hospital Comunitário do Bairro Novo, Edimara Fait, que também é médica do Departamento de Controle de Infecção hospitalar do Hospital Evangélico, em Curitiba, os atendimentos de casos de intolerância alimentar aumentam entre 10% e 20% durante o período de Páscoa. As mais atingidas são as crianças, principalmente com idades entre 2 e 7 anos. ‘‘Elas são mais compulsivas, comem o chocolate até que não tenham mais nenhum’’, justifica.
As crianças com intolerância alimentar sofrem de diarréia osmótica (não infecciosa) e autolimitada (com pequena duração). Edimara ensina que em casos de desidratação por causa da diarréia, o paciente deve tomar soro caseiro. O ideal é colocar num copo de água, uma colher de açúcar e uma pitada de sal. O soro deve ser tomado a cada meia hora. Quem estiver com infecção intestinal deve evitar comer chocolates. A recomendação é para que os pais usem a criatividade.
A pediatra Heloísa Giamberarbino, do Serviço de Controle de Infecção do Hospital Pequeno Príncipe, diz que os atendimentos nos meses de maio e abril aumentam em quase 100%. No período da Páscoa, muitos deles estão relacionados à intoxicação alimentar não infecciosa por excesso de ingestão de carboidratos (chocolates, bolachas e pipocas). ‘‘O intestino não consegue absorver a quantidade de carboidratos ingerida. As crianças acabam tendo diarréia e vômito’’, comenta.
Já no Hospital de Clínicas em Curitiba, não existe a preocupação com os atendimentos durante o período da Páscoa. De acordo com o Setor de Infectologia, o índice de pessoas que procuram o hospital por intolerância alimentar é quase zero.

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