Apucarana
A notificação de três casos de hepatite - dois do tipo A e um do tipo B - esta semana na Escola Municipal Plácido de Castro, em Apucarana, causou preocupação entre pais de alunos e professores. O problema foi comunicado ontem pelo diretor da escola, Ademar Demiras, ao secretário municipal de Educação, Sérgio Luiz Barroso.
Segundo Demiras, vários pais de alunos estavam propensos a não mandar seus filhos para a escola, preocupados com a possibilidade de um surto. Ainda ontem, a Divisão de Epidemiologia da Autarquia Municipal de Saúde foi acionada para avaliar a situação e tranquilizou pais e professores, anunciando que são casos isolados e que não existe surto de hepatite.
O chefe da Divisão de Epidemiologia, Roberto Kaneta, informou que o primeiro caso foi notificado em janeiro e a criança já está recuperada. ‘‘Agora, tivemos mais duas crianças que contraíram a doença e estão recebendo toda assistência necessária’’, informou. Ele acrescentou que há motivo para alarde.
Ontem, uma funcionária da 16ª Regional de Saúde admitiu à Folha que não existem vacinas contra a hepatite B - a mais grave - nos postos da rede pública de saúde. ‘‘Estávamos aguardando a remessa de um lote no mês de setembro, mas as vacinas não chegaram’’, informou.
A vacina só é encontrada em clínicas particulares a um custo médio de R$ 50,00 a dose. São necessárias três doses para imunizar uma pessoa.

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