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Os 12 casos de crianças desaparecidas no Paraná registrados até agosto de 95, quando foi criado o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), continuam sem solução. Desde então, a polícia paranaense registrou 150 novos casos de desaparecimento de menores de 12 anos, e segundo o Sicride, todos foram solucionados.
Entre os 12 casos iniciais, o mais antigo é o de Adriano Marques da Silva, desaparecido em 22 de julho de 86, em Cascavel, quando tinha cinco anos de idade. O mais conhecido é o de Guilherme Caramês Tiburtius, que sumiu aos oito anos, em 17 de junho de 91, em Curitiba, e cujo rosto foi divulgado em todo o País depois que sua mãe, Arlete Caramês, fundou um movimento nacional de busca às crianças desaparecidas.
Apesar de afirmar que as investigações estão avançando, e prometer solução para algum deles ainda este ano, a polícia reconhece que esses casos antigos são de difícil solução. Com o passar do tempo, as crianças se tornam adolescentes e a possibilidade de reconhecimento fica cada vez mais prejudicada. Para driblar essa dificuldade, o Instituto de Criminalística adotou um método de envelhecimento das fotos por computador, que permite a atualização da fisionomia da criança.
Dos casos registrados a partir de agosto de 95, a maioria é de menores que fogem de casa depois de apanhar dos pais e conviver com problemas como alcoolismo, violência e pobreza. Em geral, essas crianças são localizadas em poucos dias e devolvidas à família. Entre os desaparecimentos solucionados pelo Sicride estão os resgates de quatro bebês sequestrados no Estado. Um deles foi o de Eduardo Francisco Lopes da Silva, sequestrado por Silvana Cristina Scheid em 95, com apenas 30 dias de vida, em Curitiba. Eduardo foi resgatado em Joinville (SC).
O Sicride não tem nenhum registro de crianças desaparecidas no Paraná que estariam presas no Paraguai, nem está investigando essa possibilidade. A notícia foi divulgada por Walmir Battu, do Interbureau. O investigador levantou a hipótese de que duas crianças e dois adolescentes desaparecidos no Estado podem estar presos naquele País.
Segundo o Bureau, estariam presos no Paraguai Ewerton Ficagna, de 15 anos, que era de Corbélia; Ivonei Quadros, 10 anos, desaparecido em outubro de 96, em Foz do Iguaçu; Edimilton Palma, 14 anos, desaparecido aos 10 anos em Curitiba; e José Carlos dos Santos, 16 anos, desaparecido aos 12 anos em Maringá. Battu diz que está esperando uma resposta do Itamaraty sobre a denúncia, e promete ir ao Paraguai para averiguar o caso.

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