O terceiro caso de dengue neste ano em Londrina deve ser confirmado nos próximos dias. Apesar do resultado do teste ainda não ter chegado de Curitiba, a secretaria municipal de Saúde dá como certa a confirmação, já que o paciente apresenta fortes sintomas e veio de Belo Horizonte, onde está havendo uma epidemia da doença.
Os primeiros casos neste ano foram confirmados em janeiro e no último dia 23. Nenhum deles de dengue hemorrágica, o tipo mais grave e que pode ser fatal. A enfermeira e epidemiologista da secretaria, Vânia Oliveira Melo, explica que o primeiro paciente veio de fora e o segundo caso é autóctone - contraído dentro do Estado.
Vânia Melo lembra que no ano passado não houve nenhum caso de dengue e os três deste ano já são preocupantes. ‘‘De uma hora para outra a situação pode se agravar’’, observa. Até ontem, a secretaria estava com 64 casos notificados (suspeitos). São pessoas que sentiram sintomas da doença, procuraram atendimento médico e foram submetidos a um teste sorológico. O material coletado é enviado para o Laboratório Central do Estado, responsável pelos testes.
Outro fator que tem preocupado a secretaria é o índice do mosquito Aedes Aegypty nas residências. Segundo Vânia Melo, na zona sul o índice chega a 24,87% das casas, sendo que o preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 2%.
O supervisor da Fundação Nacional de Saúde (FNS), Elson Belisário, explica que toda vez que há notificação de um caso, é realizada uma delimitação de focos. ‘‘Uma área de 300 a 400 metros é mapeada e vamos de casa em casa orientando os moradores e fazendo tratamento com larvicidas em recipientes que possam acumular água’’, explica. A pulverização com caminhão (fumacê) é realizado, segundo ele, somente em casos confirmados.
Elson Belisário explica que a FNS, em conjunto com a Autarquia do Meio Ambiente (AMA), tem feito mutirões de limpeza nos bairros. Hoje, o trabalho será realizado no jardim Acapulco (zona sul).
Além disso, líderes comunitários estão sendo mobilizados para orientar os moradores. Hoje, às 14 horas, na igreja católica do jardim Santa Fé (zona leste), técnicos da fundação estarão reunidos com lideranças do bairro. Eles vão passar informações sobre como evitar a proliferação do mosquito que transmite a dengue.
O supervisor do FNS acredita que, apesar de preocupante, a situação no município está sob controle. Ele lembra que, com a chegada dos dias frios, a proliferação do mosquito será maior. Segundo Elson Belisário, no calor, cerca de 80% dos ovos eclodem. No inverno, acontece o contrário e apenas 20% dos ovos eclodem.

mockup