Casos de dengue caem 74% no primeiro trimestre
Em Londrina, os indicadores deste ano apontam forte queda na comparação com 2025; casos fatais também estão em tendência de queda
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de junho de 2026
Em Londrina, os indicadores deste ano apontam forte queda na comparação com 2025; casos fatais também estão em tendência de queda

O novo boletim da dengue em Londrina, mostra 112 novos casos confirmados nas últimas duas semanas. Mesmo com as temperaturas mais baixas, as ações para a eliminação de criadouros do mosquito transmissor seguem ocorrendo, sob a coordenação da diretoria de Vigilância em Saúde e a participação da população.
Ao todo, em 2026 já foram confirmados 1.221 casos de doença, enquanto outros 1.041 estão em análise. Os indicadores deste ano apontam forte queda na comparação com 2025 – no primeiro quadrimestre, houve uma redução de 74% nas notificações. Os casos fatais também estão em tendência de baixa: foram 49, em 2024; oito, em 2025; e um caso ocorrido em 2026.
O resultado reforça a importância do trabalho conjunto no combate ao mosquito Aedes aegypti. O Plano de Contingência da Dengue 2026 ampliou as ações e as tecnologias aplicadas, como a aspiração dos mosquitos e ovos capturados em cerca de mil armadilhas distribuídas em toda zona rural e urbana de Londrina; o uso de drones para vistoria dos domicílios; e a análise de mosquitos adultos realizada em parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL).
De acordo com o gerente da Vigilância Ambiental da SMS, Nino Ribas, os agentes seguem atuando na vistoria de imóveis que foram encontrados fechados, nas regiões mais afetadas. As equipes já conseguiram concluir o trabalho em 70% dos 900 imóveis mapeados na cidade. Ele reforça o pedido para que a população faça o agendamento da vistoria, através do telefone 0800 400 1893.
ALERTA
Apesar da expressiva redução no número de casos e mortes por dengue no Paraná nos primeiros meses de 2026, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça o alerta para que a população mantenha os cuidados preventivos. A circulação de diferentes sorotipos do vírus no estado exige atenção contínua para evitar uma nova escalada da doença, especialmente considerando as características climáticas que favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
O vírus da dengue possui quatro variações conhecidas, classificadas como sorotipos DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Quando uma pessoa é infectada por um desses sorotipos, adquire imunidade permanente apenas para aquela variação específica. Isso significa que um mesmo indivíduo pode contrair dengue até quatro vezes ao longo da vida. As infecções secundárias, causadas por um sorotipo diferente do qual o paciente já teve contato, apresentam maior risco para o desenvolvimento de formas graves da doença, que podem levar a complicações severas e ao óbito.
O momento de baixa transmissão não deve ser interpretado como o fim do risco e as medidas de controle do mosquito devem ser mantidas rigorosamente. A limpeza de calhas, a vedação adequada de caixas d'água, o cuidado com os pratos de vasos de plantas e o descarte correto de lixo são ações fundamentais, alertam as autoridades de Saúde, assim como engajamento da população nesses cuidados.
(com informações do N.Com e AEN)
*matéria atualizada às 17h15 com informações da Sesa


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