Casos de dengue aumentam 41,5% no PR
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terça-feira, 12 de março de 2002
Erika Wandembruck<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O número de casos de dengue não pára de aumentar no Paraná. Em uma semana, foi registrado um crescimento de 41,5%, passando de 215 para 304 notificações. Dessas, 114 são casos autóctones, de contaminação no próprio município, que apresentaram um aumento de 36%. Os números constam no boletim epidemiológico divulgado ontem pela Secretaria de Estado da Saúde.
Umuarama continua concentrando o maior número de casos autóctones. No município já há 43 registros, dos quais 11 contraídos só na última semana. Em Floraí, a 44 quilômetros de Maringá, existem quatro novas confirmações da doença, totalizando nove casos. Maringá também registrou quatro novos casos, saltando para 11 confirmações autóctones. No município também houve mais três casos importados adquiridos em outros Estados totalizando 15 confirmações.
Em Foz do Iguaçu já são 16 os casos autóctones de dengue (dos quais quatro são os mais recentes), além de sete importados. Em Londrina, há três autóctones, dois deles confirmados ontem, e 13 importados. Curitiba continua liderando os casos importados, 66. Desses, 15 são novos.
Os números refletem o surto de dengue pelo qual o Estado está passando. Se o crescimento de casos continuar gradativo deste jeito pode haver uma epidemia, disse ontem a parasitologista e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Rosângela de Bassi.
A especialista explicou que a epidemia surge quando não se consegue controlar o número de casos da doença. No Rio de Janeiro já está havendo uma pandemia, porque a doença está ultrapassando fronteiras e contaminando pessoas de outros estados, inclusive do Paraná, afirmou.
De acordo com a parasitologista, o número de casos autóctones no Estado pode estar crescendo por conta da existência do grande número de importados e da proliferação do mosquito.
Se a pessoa que adquiriu a dengue em outro estado for picado novamente por um mosquito aqui no Paraná, o Aedes aegypti adquire o vírus e contamina outras vítimas. Com isso, surgem mais casos autóctones, explicou.


