Casos de cães agressores têm se repetido Os ataques de cães são uma tragédia comum no dia-a-dia nas grandes cidades. Em 1999, a cadela Catita ficou famosa por ter salvo uma criança dos dentes de um pitt bull, depois de uma sucessão de ataques destes animais registrada pela imprensa em todo o mundo. No domingo passado, a menina Érica Carolina de Jesus, de 4 anos, morreu depois de ter sido atacada por seis cachorros da raça rottweiler numa chácara em São Paulo. A criança estava acompanhada da irmã, Grace Kelly, de 3 anos e da mãe, Rosilene de Jesus, de 23 anos, que trabalha na chácara e estava acostumada com os cães. As duas também foram atacadas e Grace está em estado grave. Em fevereiro, um cão da raça american star forshire dilacerou o braço do balconista João Batista Lopes, de 40 anos, no Rio. O cachorro tinha fugido do canil da pensão e atacou o morador quando este ia ao banheiro. Em Curitiba foi aprovada uma lei pela câmara municipal, de autoria da vereador Nely Almeida (PSC), obrigando o uso de focinheiras para os cachorros quando eles são levados a passeio. A prefeitura, no entanto, não faz fiscalização exigindo o cumprimento da lei. A Câmara de Sorocaba, a 92 quilômetros de São Paulo, também vota hoje projeto de lei do vereador Claudemir José Justi (PFL) que obriga os proprietários de cães ferozes a usar guia, enforcador e focinheira nos animais.

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