Casos confirmados de dengue aumentam 71% em Londrina
Número de ocorrências da doença saltou de 228 para 391 em uma semana; 3.763 suspeitas ainda estão sob análise
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 07 de fevereiro de 2020
Número de ocorrências da doença saltou de 228 para 391 em uma semana; 3.763 suspeitas ainda estão sob análise
Vitor Ogawa - Grupo Folha 
Em uma semana, o número de casos confirmados de dengue em Londrina aumentou 71,49%, passando de 228 ocorrências para 391, uma média de nove novos casos por dia. As informações foram repassadas pela Secretaria Municipal de Saúde na tarde desta quinta-feira (6) . O número de notificações saltou 83,70%, partindo de 2.375 suspeitas de dengue para 4.363. Desse total, 3.763 ainda estão sob análise e alguns desses casos podem se confirmar como positivos.

Os dados por região apontam que o maior número de casos foi registrado na zona leste, onde começaram as notificações deste ano. Foram 1.281 notificações e 133 confirmações da doença. Na sequência, aparece a zona norte, região mais populosa da cidade, com 1.330 notificações e 116 casos positivos. Em terceiro lugar está o centro de Londrina, com 819 notificações das quais 81 foram confirmadas como dengue. A zona oeste e a zona sul computaram 411 e 470 notificações, respectivamente, e o número de casos confirmados foram 30 na zona oeste e 25 na zona sul. Na zona rural, foram 52 notificações e seis casos confirmados.
A diretora de Vigilância em Saúde de Londrina, Sônia Fernandes, ressaltou que o Aedes aegypti é um mosquito “preguiçoso” e que se concentra em regiões onde ele pode obter comida, que no caso é o sangue, e possa se procriar com facilidade. “O sangue ele pode conseguir onde há alta concentração de galinhas ou de seres humanos”, aponta. Ela ressalta que 97,9% dos criadouros ficam mais próximos das pessoas do que se imagina, principalmente em vasos de plantas, tigela de água dos animais de estimação, caixas d’água, ralos e reservatórios que ficam atrás das geladeiras. Ela afirma que apenas 7% dos casos ficam em terrenos baldios, sejam eles públicos ou privados, ou em fundos de vale. “O mato alto não tem relação com a formação de criadouros. O que pode acontecer é o ser humano jogar lixo nesse mato e aí sim, pode acumular água e se tornar um criadouro“, aponta. “Apenas em 2% dos casos os criadouros se formam na natureza, como nos ocos das árvores” , destacou Fernandes.
O Secretário Municipal de Saúde, Felippe Machado, informou que as duas suspeitas de óbito por dengue foram descartada. No entanto, ele apontou que recentemente a UPA do Jardim do Sol (zona oeste) registrou um número recorde de pessoas atendidas por suspeitas de dengue. Em 24 horas, foram 600 notificações, quando a média diária fica em torno de 200 casos. Ele atribuiu parte desse aumento de frequência ao fechamento da UBS do Jardim Leonor (zona oeste). Machado também destacou que os mil litros de Malathion, substância utilizada nas bombas costais, chegaram ao município e que a pulverização será realizada quando o tempo ficar estável, já que a chuva atrapalha o exame dos agentes de endemias nas residências e também impede a aplicação do produto.
Machado anunciou também que a UBS da Vila Casoni (região central), que normalmente fica fechada nos finais de semana, realizará atendimento exclusivo para a dengue aos sábados, das 7 às 19 horas. Neste sábado (8), também haverá mutirão de limpeza nos bairros Itapoã, Jardim Franciscato e Santa Joana (zona sul). A aglomeração será realizada às 8h30, no Jardim Itapoã.


