Caso teve tortura e problemas com provas
Londrina - A doméstica Cleonice Fátima Rosa, de 25 anos, foi encontrada morta degolada, no dia 10 de julho de 1993, no apartamento da artista plástica Vanda Pepiliasco. A primeira pessoa a encontrar o corpo foi Luzia Colombo, de 18, também empregada da família. Na época, as primeiras suspeitas de autoria do crime recaíram sobre Luzia. Ela passou dois dias presa e teria sido torturada para confessar. Na época, inventou que teria assassinado a colega diante da recusa dela de irem juntas a um templo Mórmon. A doméstica acabou desmentindo a primeira versão dos fatos e foi indenizada anos mais tarde pelo governo do Estado.
O corpo de Cleonice foi encontrado pela companheira de trabalho caído próximo à escada interna do duplex que dava acesso ao quarto onde elas dormiam. Ao lado, havia uma faca. A vítima trabalhava havia um ano no apartamento dos Pepiliasco. Naquele dia, estavam no duplex, além das empregadas, Vanda, o esposo Lauro e o filho Leonardo. O casal teria omitido à polícia a informação de que o rapaz estava no apartamento.
Apesar do crime ter ocorrido num sábado, as providências para a investigação só tiveram início na segunda-feira. A faca usada no crime não foi levada para o Instituto de Criminalística, mas para o Instituto Médico Legal (IML), junto com o corpo.
Amigas de Cleonice e o namorado dela na época foram ouvidos pela polícia e veio à tona o fato de que Cleonice teria abortado recentemente. As investigações apontaram ainda que a jovem teria entrado em luta corporal com o criminoso antes de morrer e que havia esperma no corpo dela.
Ao longo do caso, outros acontecimentos marcaram as investigações, como o sumiço dos cabelos encontrados nas mãos da vítima no dia do crime. O material seria de Vanda, conforme exame de DNA na época. Segundo a defesa da artista plástica, no entanto, teria havido indícios de manipulação de provas no processo.(A.L.)





