Caso teve investigação rápida
A rapidez com que foi concluído o inquérito policial que apurou a morte de Vanessa Maia chegou a surpreender a mãe da vítima, Cleuza Serafim Maia. Ela mantém várias fotos da filha na sala de casa, não esquece sequer por um momento o que aconteceu e agora espera da Justiça a mesma agilidade da Delegacia de Trânsito.
Cleuza diz que chegou a ir à delegacia três vezes para saber como andavam as investigações, mas entregou o caso a dois advogados que acompanharam a investigação passo a passo. Talvez isso tenha feito diferença. Nós contamos também com a colaboração do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal, que liberaram os laudos rapidamente.
No processo, que se encontra na 1ª Vara Criminal, o motorista do carro que atropelou Vanessa, Marcelo Coutinho, e o motorista que disputava racha com ele, Edmar Mattos, estão denunciados por homicídio doloso e exposição a perigo de vida, respectivamente. Em caso de condenação, a pena prevista para Coutinho é de seis a 20 anos de prisão em regime fechado. Edmar, se condenado, pode ter pena de três meses a um ano de prisão em regime aberto.
Coutinho já foi ouvido pelo juiz Jurandir Reis Júnior. Edmar Mattos será ouvido por carta precatória em junho, em Campinas (SP), onde mora. Só então serão ouvidas as testemunhas. Depois, o juiz decidirá se os dois motoristas vão ou não à Júri Popular.
Levar o motorista que atropelou seu filho à cadeia não é o que espera João DArc das Dores, pai de Claudemar DArc das Dores, atropelado no dia 18 de dezembro do ano passado, na Favela do Quati. Eu fiquei sabendo que ele é idoso e tem um monte de filhos para criar.
João das Dores estava em casa quando o filho foi atropelado. O que me revolta é saber que isso aconteceu aqui em frente de casa. Se fosse longe, na estrada, num lugar que ele tivesse errado, diz.
Embora ele não pense na possível condenação do motorista do caminhão que atropelou o filho, Roberto Radetzke, João das Dores considera que a Justiça poderia ser mais ágil. Pobre quando morre parece que é igual a cachorro, não dá em nada.
O que ele gostaria é que houvesse uma indenização pela morte do filho. A família, diz ele, já recebeu R$ 5 mil do dono do caminhão, Gerônimo Novaes de Lira. Mas o valor é questionado por João das Dores. Ele diz que o filho mais velho contratou um advogado para cuidar do caso. Esse valor é muito pouco. Queria que meu filho estivesse aqui. Não trocaria isso nem por todo o dinheiro de Londrina, mas já que aconteceu, quero que seja pago um valor justo.





