Caso repercute até na Itália
O caso dos adolescentes Eli de Oliveira, de 19 anos; Ademilson Dias de Mattos, 17; Arnaldo Oziel Mongelos, de 16; e Giovane Medina, de 15; mortos a tiros durante uma operação policial na Favela Monsenhor Guilherme repercutiu na Itália. Ontem, o Centro de Direitos Humanos (CDH) de Foz do Iguaçu recebeu moção de protesto da Vita Associativa, uma entidade não-governamental de Roma - e do Partido Verde daquele país.
Queremos manifestar nossa veemente condenação a esta cruel execução, na qual estes policiais massacraram quatro adolescentes. Mais este lamentável episódio faz nos entender que a prática do extermínio de menores vem sendo utilizada como alternativa contra a violência social, diz o manifesto. A moção de protesto contra a atitude da polícia também foi encaminhada ao governador Jaime Lerner (PFL) e ao secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira.
O Partido Verde italiano informou que protocolou uma nota de repúdio ao governo brasileiro que será votado em plenário. A nota diz que, no caso da Favela Monsenhor Guilherme em Foz do Iguaçu, está havendo descaso na apuração e na proteção as testemunhas. O PV ainda está colhendo assinaturas e vai enviar pedido de providências ao governo brasileiro através da Embaixada do Brasil na Itália.





