Caso Luana tem novos suspeitos
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segunda-feira, 15 de março de 2004
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Passados exatos quatro meses do sequestro da menina Luana Oliveira Lopes, de 8 anos, na pequena Prado Ferreira (53 km ao norte de Londrina), a Polícia Civil da vizinha Porecatu e o Serviço de Investigação à Criança Desaprecida (Sicride), de Curitiba, só agora começam a trabalhar com a hipótese de o suspeito ser da região onde ocorreu o crime.
De acordo com o delegado interino de Porecatu, José Vítor Pinhão, a possibilidade começou a ser cogitada depois que, semana passada, o irmão de Luana, Diego, de 10 anos, reconheceu informalmente dois rapazes da região Norte do Estado.
Outra novidade extraída da conversa com Diego foi sobre o caminhão-baú usado no sequestro do qual, se não tivesse fugido do rapaz, o menino também seria sido vítima: ''Pelo depoimento dele, o veículo cheirava a galinha, o que pode indicar ser um caminhão usado em transporte de aves'', afirmou o delegado, destacando, contudo, que a hipótese inicial de poder ser um caminhão de mudanças ainda não foi descartada.
A delegada titular do Sicride, Márcia Tavares, disse que o Serviço já está na busca dos dois suspeitos, mas não adiantou outros detalhes ''para não comprometer as investigações''. Por outro lado, ela frisou que dois investigadores são enviados semanalmente à região para apurar detalhes do caso.
Nesses quatro meses, o único suspeito em potencial apresentado pela polícia paranaense foi o pintor Adriano da Silva, 25, preso no Rio Grande do Sul (RS) em janeiro, que confessou o assassinato de oito meninos. A participação de Silva foi descartada depois de Diego não o reconheceu através de fotos.


