Porecatu Sem fatos novos há meses, o inquérito sobre o sequestro da menina Luana Lopes de Oliveira, na ocasião com 8 anos, está a um passo de ser arquivado. Luana foi sequestrada em 16 de novembro de 2003, quando saiu da fazenda em que morava, em Florestópolis (73 km ao norte de Londrina), com o irmão Diego, 10, para buscar leite em uma fazenda vizinha. Para que o inquérito seja entregue ao Ministério Público, falta apenas ser anexadas informações apuradas pelo Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), que também acha o ''caso de difícil elucidação'', conforme disse à Folha o investigador Renato Prepiansa. ''Suspeitos estão sendo investigados, mas até agora não temos nenhum indício mais forte'', revelou.
Embora sem indícios contundentes, o serviço de informações da Polícia Civil continua investigando a vida pregressa de Fernando José Alves, o Fernando Capeta, ex-detento da cadeia de Andirá (36 km ao oeste de Jacarezinho). Alves é o principal suspeito de ter sequestrado a menina. O delegado de Porecatu (85 km ao norte de Londrina), Aparecido Antonio Gregório, disse que ''conforme o que for apurado, as suspeitas podem se fortalecer''
Alves escapou da cadeia no dia 22 de setembro de 2003, em uma fuga coletiva e, de acordo com denúncias anônimas, foi visto circulando na região de Florestópolis com um comparsa, Otávio José Cordeiro, o Tavinho, especialista em roubo de cargas. Ele esperava julgamento por homicídio e também é acusado de roubar carros e de fazer assaltos à mão armada em Andirá. Cordeiro morreu no início do ano durante uma troca de tiros com a polícia. Capeta nunca mais foi visto.
A foto do suspeito foi afixada em rodoviárias de todo o Estado. Segundo Diego, o irmão de Luana e única testemunha ocular do crime, a fisionomia de Alves ''parece muito'' com a do sequestrador. O delegado de Porecatu disse que o retrato-falado montado por Diego apresenta pelo menos uma diferença substancial em relação a foto de Alves: ''No retrato-falado o homem é mais moreno'', avaliou.
Segundo Antônio Gregório, todas as informações passadas sobre o caso são checadas. Ele lamentou o fato de que a maioria das denúncias são falsas. ''Infelizmente os trotes estão atrasando as investigações'', afirmou.
O Conselho Tutelar de Florestópolis planeja algumas ações para que o desaparecimento de Luana não acabe no esquecimento. A primeira idéia é instalar uma placa com a reprodução de uma foto de Luana no ponto onde houve o sequestro, no km 35 da PR-170, entre as cidades de Florestópolis e Prado Ferreira.

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