Caso levou a quebra-quebra
O clima de revolta causado pela morte do pastor José Idalécio Bueno, ocorrida em 9 de março, acabou se transformando, uma semana depois, em um violento quebra-quebra. Ibiporã virou praça de guerra naquele 16 de março. De manhã foi realizada uma passeata, em protesto contra o suposto espancamento do pastor por policiais militares.
Naquele dia, por volta das 10h30, quando os familiares do pastor já tinham ido para casa, um rapaz resolveu jogar uma pedra contra o Posto Rodoviário da cidade. A partir desse momento, o caos imperou. O prédio foi invadido e incendiado. Carros, caminhões e motos foram queimados. Mas a confusão não acabou no posto. À noite, a Delegacia de Ibiporã foi destruída.
Um dia após o quebra-quebra, o secretário de Segurança Pública do Paraná, Cândido Martins de Oliveira, esteve em Ibiporã. Ele avaliou os prejuízos em R$ 1 milhão. O secretário prometeu punir os responsáveis pela destruição e indicou um delegado especial para investigar o assunto.





