Caso Joni também teve confronto entre policiais
De Curitiba
Não foi a primeira vez neste ano que policiais civis da Delegacia de Crimes contra a Administração Pública se defrontaram com policiais militares em Curitiba. Em março passado, um desentendimento no bairro Uberaba quase acabou em tiroteio entre os policiais das duas corporações. Agentes da P-2 que trabalhavam como seguranças da revendedora Joni Veículos confundiram os investigadores com assaltantes.
Os policiais civis estavam realizando uma campana nas proximidades da empresa. O proprietário, Joni Rodrigues, respondia a inquérito policial na delegacia por sonegação fiscal. Rodrigues foi denunciado pela Folha em maio. Mesmo com três condenações por estelionato em Marília (SP), ele nunca encontrou dificuldades para comercializar seus carros com policiais militares e transitar dentro do quartel do comando geral da PM. O comando sempre negou conhecer o passado de Joni, que está foragido.
A confusão no Uberaba resultou na instauração de um inquérito policial por abuso de autoridade e usurpação de função pública. No final de maio o delegado Lúcio Lugli disse à Folha que os soldados abordaram os investigadores portando metralhadoras. Desde a abertura do processo, nenhum dos cinco policiais militares envolvidos no entrevero compareceu à delegacia para prestar depoimento. Na tarde de anteontem, no momento da agressão aos três delegados, os PMs eram esperados para depor no inquérito.





