Caso Everton pode ter ligação no PA
Giovani Ferreira
De Curitiba
Os pais do garoto Everton, desaparecido em dezembro de 88, está reunindo novos documentos que sugerem o envolvimento da Polícia Civil no sumiço de seu filho. Um advogado de Belém do Pará chega amanhã a Curitiba, trazendo informações de que uma das pessoas citadas no dôssie sobre a investigação do caso Everton, está envolvida com o desapareceimento de crianças naquela região do País.
Elaborado pela Polícia Civil, o dôssie tornou-se público há duas semanas, quando José Vicente Filho, pai de Everton, resolveu revelar o teor das investigações feita na época do desaparecimento do garato. No início da semana José Vicente divulgou uma fita cassete, gravada cinco dias após o sequestro, onde um dos supostos sequestradores tentava negociar com a família um preço pela libertação do menor, que na época tinha 8 anos.
Em sua avaliação, os indícios revelam cada vez mais que a polícia está envolvida no desaparecimento de seu filho. Segundo José Vicente, a falta de interesse nas investigações, revelada depois de uma análise do dôssie, sugere que Everton foi levado por uma quadrilha composta por policiais.
A família já não alimenta esperanças que Everton esteja vivo. No começo os pais achavam que era apenas um simples sequestro para pedido de resgate, mas as evidências revelam que ele pode pode ter sido levado por pessoas ligadas ao tráfico de órgãos. O deputado federal Padre Roque (PT), tomou conhecimento das denúncias feitas pela família e disse que irá empenhar-se para tentar descobrir se existem pessoas ligadas ao tráfico de órgão no Paraná.





