Caso Estela: delegado diz que houve assassinato
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terça-feira, 05 de dezembro de 2000
Edna Mendes De Londrina 
Em 50 dias de investigação, o inquérito que apura a morte da professora de música Maria Estela Pacheco, 35 anos, ocorrida em Londrina no dia 14 de outubro, vai ser presidido por um terceiro delegado. Desde sexta-feira, o delegado-operacional Jurandir Gonçalves André é novo responsável pelas investigações. Ele substitui o delegado João Eduardo Carulla, que entrou em férias. Antes de Carulla, o inquérito era de responsabilidade da delegada Waldete Testoni. André já assumiu o caso reconhecendo que houve homicídio.
Estela morreu e depois foi jogada do 12º andar do Edifício Diplomata, no centro da cidade. O principal suspeito da morte é o fazendeiro Mauro Janene da Costa, 34 anos, que estava com ela no apartamento. A polícia já comprovou que o corpo de Estela foi jogado, mas ainda investiga se Mauro Janene a matou.
Já comprovamos que foi homicídio e em princípio, tudo indica, que o autor é Mauro Janene. Também já comprovamos que foi ele que jogou o corpo. Só falta agora comprovarmos que foi ele que matou a professora, afirmou o delegado. Segundo ele, o fazendeiro não deve ser convocado novamente para prestar depoimento. Nas duas vezes que foi ouvido ele negou tudo e vai continuar negando. Ouvi-lo não vai esclarecer nada, disse.
Ontem, André declarou que quando entrou no apartamento, no dia do crime, viu dois vidros de janelas quebrados e cacos no chão. O delegado estava de plantão no dia que a professora foi morta. Os vidros podem caracterizar que houve luta corporal dentro do apartamento, onde dormiam a mãe e a irmã de Janene, que afirmaram não terem ouvido nada. Exames realizados pelo Instituto Médico-Legal (IML) não determinaram com exatidão a causa da morte.


