Caso Donha vai parar em Brasília
Luciana Pombo
De Curitiba
O assassinato do empresário Miguel Siqueira Donha, 51 anos, diretor da Corretora de Seguros Banestado e presidente do diretório municipal do PPS de Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba), ocorrido no último dia 22 de janeiro, está alcançando repercussão nacional. Esta semana, o ministro da Justiça, José Carlos Dias, convocou o deputado federal Rubens Bueno presidente do diretório regional do PPS para comparecer à 122ª reunião ordinária do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana. A reunião será no dia 14 de março, às 10 horas, no Ministério da Justiça, em Brasília, e tratará das denúncias de crime político contra o empresário do PPS.
Bueno disse que apresentará a denúncia formalmente e pedirá o acompanhamento das investigações através do próprio conselho. Eles deverão designar um relator para acompanhar a situação do Paraná e apurar nossas denúncias de crime político e descaso da polícia durante as investigações, afirmou ele. De acordo com o deputado, existe interesse por parte do governo federal em apurar o caso. Estamos em ano eleitoral e a preocupação é que este tipo de crime se torne uma constante durante o processo, declarou.
Também em março, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal deverá convocar a viúva Iara Donha e o advogado Amadeu Geara presidente do diretório municipal do PPS de Curitiba para prestar informações sobre o assassinato. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o narcotráfico e a rota do crime organizado no País também deverá incluir as suspeitas de envolvimento de quadrilhas organizadas na morte de Donha. Sabemos que existe uma quadrilha de desmanche de carros atuando em Almirante Tamandaré, com o envolvimento de políticos e magistrados. Quem sabe este não seja o fio da meada para desvendar este misterioso crime, denunciou.





