O comandante da Polícia Militar do Paraná, coronel Gilberto Foltran, amenizou os procedimentos que investigam a participação de policiais militares em manifestações no mês passado por melhores salários e a implantação da Gratificação Prêmio Especial nos vencimentos dos praças. De acordo com Foltran, as mudanças devem garantir a imparcialidade no processo.
Um Conselho Disciplinar formado por três oficiais vai investigar as responsabilidades dos policiais que participaram do protesto de mulheres, que fecharam os quartéis em todo o Estado. De acordo com o comandante, serão ouvidos todos os policiais arrolados no processo por ações isoladas, que comprometeram a segurança e o patrimônio público. Antes, o discurso no governo era de que todos os PMs seriam punidos de forma conjunta e imediata. ‘‘Os policiais que forem considerados culpados terão amplo direito à defesa.’’ O conselho tem um prazo de 30 dias, prorrogáveis para mais 20, para concluir as investigações.
O caso da manifestação de Londrina –em que 380 pessoas viraram as costas para o comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar de Londrina, tenente-coronel Robenson Máximo Fim– deve ser investigado através de um inquérito único. ‘‘Neste caso, houve uma conduta atípica. Há indícios de crime de desobediência ou de desacato a autoridade’’, disse Foltran. Uma auditoria militar vai investigar o caso. A Justiça Militar dará uma sentença.
Segundo o comandante da PM, as alterações nos procedimentos foram adotadas para acabar com o clima de intranquilidade nos quartéis. ‘‘Não queremos punir ninguém por amostragem. Os policiais não podem se sentir como se tivessem uma espada pendente sobre suas cabeças.’’ A decisão foi tomada a partir das conclusões de uma reunião com representantes da Associação dos Militares Eleitos e Suplentes do Paraná, na última terça-feira. Eles pediram imparcialidade e penas mais brandas.

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