Curitiba - A investigação sobre o assassinato do estudante Osíris Del Corso, 22 anos, e a violência contra sua namorada, M.P., 23, ganhou uma nova versão, ontem à tarde. Desde o dia 1º de fevereiro, a polícia tem investigado um caso de homicídio e de uma suspeita de estupro. Ontem, a polícia, por meio da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), informou que o suspeito é acusado de latrocínio consumado, latrocínio tentado e atentado violento ao pudor.
Não foi a primeira vez neste caso que a polícia voltou atrás em suas afirmações. Na semana passada, durante coletiva de imprensa, o delegado Luiz Alberto Cartaxo de Moura informou que a jovem não reconheceu a camiseta manchada de sangue, encontrada na trilha do Morro do Boi, como peça usada pelo suspeito, mesmo depois da própria Sesp ter confirmado o reconhecimento.
De acordo com a Sesp, em novo depoimento, a jovem lembrou que o casal carregava uma quantia em dinheiro e que havia sido levada pelo suspeito, o que incluiria o crime de roubo, ao lado de homicídio, caracterizando, então, o latrocínio. Sobre a camiseta, o órgão agora esclarece que a jovem viu semelhanças entre a muda de roupa encontrada e a vestimenta usada pelo criminoso.
Cartaxo também contou à Agência Estadual de Notícias que ela nunca disse em depoimento que foi estuprada, mas sim molestada sexualmente. No mesmo texto divulgado pela agência, o nome do suspeito de estar envolvido no crime foi confirmado pela primeira vez oficialmente. Até então, o nome de J.F.P., 32, irmão de um policial civil de Curitiba, não era revelado pela imprensa em razão da cautela da própria polícia em informar quem seria o suspeito preso na última terça-feira, em Santa Terezinha, em Pontal do Paraná (Litoral).
No início da tarde de ontem, uma emissora de televisão de Curitiba divulgou o relato de uma suposta testemunha que teria visto mais um homem no Morro do Boi. A polícia garantiu sigilo da identidade da testemunha, mas, até a tarde de ontem, ela não havia ligado para a equipe de investigação.
A polícia informou que trabalha com a hipótese de haver outra pessoa envolvida com o crime e que teria já indícios, mas que seriam ainda apenas suposições. Por enquanto, a polícia informa ter certeza da participação de J.F.P. no crime.
M.P. reconheceu pessoalmente o suspeito do crime como seu agressor. A Sesp informou também que a versão do detido de que estaria trabalhando no dia do crime caiu. Segundo o órgão, colegas de trabalho do suspeito teriam afirmado que ele não estaria no emprego no momento do crime.
O advogado de defesa de J.F.P. acredita ter derrubado as provas que a polícia teria contra seu cliente e que a mudança de acusação seria uma estratégia da polícia para comprometer seu cliente, que nega a participação no crime.
O inquérito deve ser concluído até a próxima quinta-feira.

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