Londrina
Hoje, a partir das 14h30, na 9ª Vara Cível de Londrina, acontece a última audiência da ação de indenização por danos morais e patrimoniais movida pelo vendedor Reinaldo do Nascimento. Ele pede 3,6 mil salários mínimos ao Instituto de Hematologia de Londrina (Ihel), sob a alegação de quebra de sigilo do exame laboratorial para detectar Aids. O exame foi realizado pelo Ihel em 1995.
‘‘Espero que seja feita a Justiça’’, afirma o vendedor, que, há um mês, está morando e trabalhando em João Pessoa (PB).
Reinaldo Nascimento afirma que o médico Jorge Tadeu de Assis, do Instituto de Hematologia, divulgou aos proprietários da Rotema Consórcio, onde Nascimento trabalhava, o resultado do exame que apontava ser ele portador do vírus HIV. Por isso, o vendedor alega que passou por constrangimentos e pediu demissão.
A quantia requerida na ação, segundo o vendedor, toma como base seus rendimentos na época em que trabalhava na Rotema. ‘‘Não estou fazendo sensacionalismo, mas acho que valor é pequeno diante do que eu passei e estou passando’’, afirma. Reinaldo do Nascimento trabalha atualmente como vendedor de consórcios e diz que ainda não apresentou nenhum sintoma da doença.
Durante a audiência, serão ouvidos o médico Jorge Tadeu e suas testemunhas de defesa. A sentença, que deve ser proferida hoje, pelo juiz Fábio Haick Dalla Vecchia, é passível de recurso.
‘‘Sei que se o resultado for desfavorável a eles, com certeza, vão recorrer. Mas eu não desisto, vou até o fim’’, afirma Reinaldo do Nascimento.
Em outubro deste ano, chegou a final uma outra ação cível, também movida pelo vendedor contra o médico, pelo crime de violação de segredo profissional. Jorge Tadeu, conforme a sentença do juiz da 7ª Vara Cível, João Antônio Demarchi, terá de pagar 12 cestas básicas a uma entidade social.
A pena foi proposta pelo Ministério Público, aceita pelo réu e homologada pelo juiz.

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