Caso de Ricardo é único
Segundo a coordenadora da Central Regional Norte de Transplantes, Evanira Chiquetti, das 20 doações de rim entre pessoas vivas realizadas em 2006, o caso de Ricardo da Silva é o único que teve complicações. ''Nossa Regional tem abrangência de mais de dois milhões de pessoas, então podemos dizer que a situação dele foi realmente rara'', destaca.
Ela explica que em toda doação de órgãos entre pessoas vivas os riscos são os de uma intervenção cirúrgica qualquer. ''Por isso, a recomendação é que esta doação seja feita só em casos extremos. O ideal seria a doação feita de alguém que acaba de falecer, mas para isso a família tem que autorizar'', explica.
Chiquetti revela que, na regional Norte da Central de Transplantes, existem 480 pessoas na fila à espera de um rim e conta que em 2006 o número de doações autorizadas pelas famílias foi baixo. ''Por isso, ainda em vida, quem quiser ser um doador tem que manifestar interesse, porque assim os parentes, mesmo que sejam contra, vão respeitar a vontade da pessoa depois que ela morrer'', orienta.
Ela lembra ainda que, no caso da doação de rins, em particular, enquanto o transplante entre vivos ajuda uma pessoa, os órgãos de uma pessoa falecida ajudam duas. ''Por isso é preciso que todos se conscientizem e conversem com os familiares sobre o assunto''. (G.B.)





