Caso de garoto que
sumiu durante feira
está sem solução
Permanece ainda sem solução o caso do desaparecimento do garoto Edson Rodrigo Batista da Silva, ocorrido no dia 5 de abril de 1992 durante a 32ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina. O inquérito policial acabou sendo arquivado por total falta de indícios e informações sobre o caso.
Edson, na época com 6 anos, foi visto pela última vez quando saía da barraca de pastel de seus pais para brincar no parque de diversões. A foto de Edson é uma das 12 fotos de crianças desaparecidas no Estado e que estão impressas em cartazes e panfletos de divulgação nacional.
A família do menino, natural de Sarandi, ainda tem esperança de reencontrar a criança. ‘‘A esperança é algo que nunca morre’’, diz a tia de Edson, Iraci Batista da Silva. A mãe de Edson, Vera Lúcia Pereira da Silva, e o pai, continuam trabalhando com barracas em exposições. A Folha tentou ouvir o casal, mas foi informada que os dois estariam em uma Exposição Agropecuária em Guarapuava.
Em julho de 1995, a família recebeu a notícia de que uma criança encontrada em Mandaguari, chamada de ‘‘Michel’’, poderia ser Edson. Na delegacia, mesmo sendo muito parecido com Edson, a mãe não reconheceu ‘‘Michel’’ como o filho desaparecido.
O delegado do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), Harry Carlos Herbert, disse que não houve progresso no caso de Edson: ‘‘A pasta do caso está aberta, mas a falta de informações dificultou as investigações’’. O Sicride chegou a receber uma informação, dois anos atrás, sobre o possível paradeiro de Edson. ‘‘Um tal de Antônio Sutil nos ligou dizendo que o garoto estaria em Salto de Guairá ou Hernandarias, cidades do Paraguai. Investigamos mas não conseguimos encontrar pistas’’, revelou Herbert. O Sicride, único orgão especializado no Paraná, criado em 1995, que investiga crianças desaparecidas, conta atualmente com 13 casos insolúveis de desaparecimentos de crianças. (M.D.B.)

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