A Polícia Civil de Foz do Iguaçu não demonstrou a mesma agilidade do caso da estudante de classe média Liana Almudi para elucidar outra situação de extrema violência contra a mulher: o esquartejamento da dona de casa Marli da Silva, de 36 anos, ocorrido há 23 dias. Depois de permanecer durante 17 dias no Instituto Médico-Legal (IML) sem ser reclamado por ninguém, o corpo de Marli foi sepultado como indigente, na última sexta-feira.
Marli morava em uma casa do bairro Cidade Nova - loteamento na zona norte de Foz, construído pela prefeitura para retirar as favelas da área central. Ela vivia no local com um paraguaio, que desapareceu depois de sua morte.
Uma vizinha de Marli disse que viu o paraguaio Claudio Escurra Baez discutindo com a vítima na noite do crime. Segundo a vizinha, depois da briga o casal se trancou em casa e não se ouviu mais nada. O paraguaio teria sido visto durante a madrugada, andando com sacolas pretas pelo bairro.
Depois de morta, ela teve a cabeça, braços, pernas e mãos cortados. As partes do corpo foram encontradas espalhadas em um matagal no bairro. Ontem, o 2º Distrito Policial - o mesmo que elucidou a morte da aluna de equitação - informou que tem um suspeito da morte da dona de casa e que ele deverá se apresentar nos próximos dias. (Valmir Denardin)

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