Caso de espancamento pode envolver agente da PEL
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segunda-feira, 14 de agosto de 2000
Alexandre Sanches De Londrina 
O menor M.A.R., 17 anos, que diz ter sido espancado por dois homens na sexta-feira durante a realização de um comício no Parque Ouro Branco, na zona sul de Londrina, fez ontem os exames de lesões corporais no Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina.
O menor acusou o vendedor D.M.F., 35 anos, e o irmão dele A.M.F., que seria funcionário da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), de serem os autores da agressão.
À polícia, o menor que apresenta hematomas no peito, rosto, ombro, joelhos e cotovelos declarou que na sexta-feira retornava da casa da namorada, num bairro vizinho, quando parou para conversar com amigos.
Foi quando eu vi a ex-mulher do D. (referindo-se ao vendedor) com as crianças e fui até lá conversar. De repente fui agredido por trás pelos dois. Caí no chão e fui bastante chutado, relatou.
A mulher do vendedor, cujo identificação não foi divulgada pela polícia, apresentou-se como testemunha da agressão e disse à polícia que no momento estava no carro com seus dois filhos, uma irmã e três sobrinhos.
Moradores da região socorreram o menor e o levaram até uma casa vizinha. Mesmo assim o vendedor e o irmão dele foram até o portão e diziam que iam me matar e ameaçavam a dona da casa, ressaltou M.A.R.
A Folha tentou localizar os acusados da agressão, mas não conseguiu informações sobre endereço ou telefone dos dois.


