Caso de desaparecimento faz um ano
Edna Mendes
De Cornélio Procópio
Um ano após o desaparecimento da auxiliar de enfermagem Maria de Fátima Peixoto, de Cornélio Procópio, o caso continua sem solução. Apesar de parte das roupas dela ter sido encontrada, o corpo nunca apareceu. A família da enfermeira não perdeu as esperanças. Somente neste mês, mais duas pessoas desapareceram na cidade.
Anteontem, completou um ano que Maria de Fátima, na época com 27 anos, desapareceu após sair da Santa Casa, onde trabalhava, para ir a um curso de informática. Alguns dias depois, a polícia encontrou a calça e o sutiã dela nas proximidades do Rio Couro de Boi, na zona rural de Sertanópolis.
O principal suspeito do crime é o ex-marido dela, o mecânico Lázaro de Oliveira, que chegou a ser indiciado por sequestro e homicídio, após contradições no depoimento à polícia. Como o corpo nunca apareceu, a Justiça entendeu que não existem provas técnicas para incriminá-lo.
A família de Maria de Fátima continua espalhando cartazes por todo o País para tentar localizá-la. Familiares chegam a parar veículos, principalmente caminhões, que passam pela BR-369 para enviar cartazes com a foto de Maria de Fátima para outros Estados.
Apesar de tudo indicar que ela foi assassinada, não podemos deixar de continuar procurando. Sempre que recebemos informações sobre a possibilidade de a encontrarmos, vamos atrás. Sabemos que ela não desapareceria por vontade própria, dizem os familiares.
Segundo parentes, somente no mês passado os fios de cabelos encontrados nas supostas roupas de Maria de Fátima foram encaminhados para o Instituto de Criminalística de Curitiba junto com uma amostra do sangue da mãe para exame de DNA. Não sabemos o motivo dessa demora para o envio do material. Mesmo assim, sabemos que isso não vai resultar na prisão de ninguém, reclamam os familiares.
Segundo o delegado-adjunto da 11ª Subdivisão Policial (SDP), Agenor do Nascimento Filho, responsável pelo caso, a polícia já descartou todas as possibilidades de elucidação do suposto crime. Não temos mais como chegar ao autor do crime porque já chegamos nele, no caso o ex-marido da enfermeira. Não podemos obrigar ninguém a confessar um crime e, infelizmente, o corpo não apareceu, justificou.
O delegado disse preferir que o caso continue sendo investigado pela Polícia Civil de Sertanópolis, já que o suposto homicídio teria acontecido naquele município. Em Cornélio Procópio, as investigações já estão esgotadas. Seria mais viável que a polícia de Sertanópolis procurasse novas pistas junto aos moradores da região, explicou.
De acordo com ele, o caso só continua sendo investigado pela polícia de Cornélio Procópio a pedido da família da enfermeira junto à Promotoria de Justiça. As roupas da enfermeira estavam no município de Sertanópolis, no mesmo local onde o corpo do médico Francisco Assis Coimbra Júnior, de Maringá, foi encontrado em 27 de agosto do ano passado. A polícia chegou a suspeitar de envolvimento entre as vítimas, mas após as investigações essa hipótese foi descartada.





