Caso Amanda: julgamento deve acabar até a madrugada
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Rafael Fantin - Redação Bonde 
O julgamento de Luiz Vieira Rocha, terceiro acusado de envolvimento no homicídio da estudante Amanda Rossi, morta em 2007 no campus da Unopar, será realizado nesta quarta-feira (31) no Tribunal do Júri em Londrina.
A expectativa é de que o resultado seja divulgado entre o final da noite de amanhã e início da madrugada de quinta-feira (1º). O crime completou cinco anos no último sábado (27), quando a família Rossi celebrou uma missa em homenagem a estudante. No ano passado, após 22 horas de julgamento, os réus Alan Aparecido Henrique e Dayane de Azevedo foram condenados por mais de 20 anos pelo homicídio da estudante.
Segundo a promotora Caroline Esteves, o Ministério Público (MP) tem 1h30 para exposição inicial, seguido da defesa que também tem direito de utilizar o mesmo tempo durante a contraexposição. "O MP arrolou oito testemunhas e a defesa mais cinco. Ao todo são 13 testemunhas, mas não sabemos se todas vão comparecer", acrescentou.
A promotora informou que Rocha é acusado de homicídio triplamente qualificado, quando há motivação torpe (promessa de recompensa), meio cruel (esganadura que provocou morte por asfixia) e dificuldade de defesa da vítima.
De acordo com ela, provas apontam que Rocha estava "efetivamente" na cena do crime com intuito de identificar a vítima, tomar conhecimento do andamento da "empreitada delituosa", dar guarida e cobertura aos executores, além de certificar-se da consumação do crime.
"Percebe-se que ele era, provavelmente, o elo de ligação entre o mandante e os executores", defende a promotora.
Em entrevista ao portal Bonde na quinta-feira (25), a advogada Cássia Vieira Rocha disse que réu vai manter a mesma versão apresentada desde o dia 22 de dezembro de 2008, quando Rocha foi preso e encaminhado para Penitenciaria Estadual de Londrina (PEL 1), onde permanece no aguardo do julgamento.
De acordo com a advogada, que é irmã do réu e assumiu o caso em agosto, Rocha estava em uma outra festa no momento do crime, não conhecia Amanda Rossi e não tinha acesso à área exclusiva aos alunos da Unopar.


