Paulo Pegoraro
De Cascavel
Moradores de Cascavel reclamam que cachorros sem donos ou soltos pelas ruas causam transtornos, espalham doenças e mordem pessoas. Uma lei municipal, aprovada há dois anos, prevê a implantação do canil municipal e da ‘‘carrocinha’’ para recolher os cães, mas ela não é cumprida pela prefeitura sob alegação de que implicaria em gastos e há escassez de recursos para outras ações que seriam mais importantes.
Em Campo Mourão, lei idêntica, que vigora há um ano, já resultou no recolhimento de 428 animais, dos quais 114 eliminados, 104 encaminhados para universidades, 160 ‘‘adotados’’ e 50 reassumidos pelos proprietários. A Promotoria do Meio Ambiente de Campo Mourão acompanha o programa que, no início, chegou a motivar contestações.
A prefeitura de Cascavel prefere substituir o cumprimento da lei por um convênio com a Universidade Estadual do Oeste (Unioeste) que resultará na instalação de um canil no câmpus de Cascavel, prevista para as próximas semanas. O diretor do câmpus, Paulo Sérgio Wolff, explica que alunos do 4º ano do curso de medicina começam a ter aulas práticas de técnicas cirúrgicas. ‘‘Atenderemos as necessidades do ensino, pesquisa e as da saúde pública e vigilância sanitária’’, comenta Wolff, sem no entanto estimar quantos cães poderão ser absorvidos. Os cães vadios que forem recolhidos permanecerão por prazo a ser definido para que sejam reclamados pelos donos, sendo então encaminhados para a universidade.

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