Luiz Carlos CadiniEquipamentos chegam ao parque tecnológico agroindustrial; benefícios podem atingir região por convênioO Parque Tecnológico Agroindustrial do Oeste deverá ser base para a implantação de uma central de produção de medicamentos básicos para abastecer unidades públicas de saúde de Cascavel. Possivelmente também deverá atender os demais municípios da região através de consórcio com a Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop). O projeto começa a ser definido brevemente e a proposta de convênio deverá ser levada à Amop pelo prefeito Salazar Barreiros (PPB). Ele estima que pelo menos 40 itens da ‘‘farmácia básica’’ possam ser produzidos ‘‘sem necessidade de grande estrutura’’.
Atualmente, a maior parte dos municípios é abastecida pela Fundação do Remédio Popular (Furp), de São Paulo, que, segundo Salazar Barreiros, ‘‘não tem estrutura maior’’ que o Parque Tecnológico e a organização que o dirige, a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundetec).
Localizado a 20 quilômetros da cidade, à margem da BR-277, o parque é o primeiro do gênero na América Latina. Ele foi implantado no final do ano passado em projeto conjunto do Município e Estado, com investimento inicial de R$ 2,5 milhões.
O complexo, inicialmente com 3,7 mil metros quadrados de área construída, é voltado à disseminação de tecnologias de processamento de matéria-prima, desenvolvimento de novos produtos, qualificação de mão-de-obra e até mesmo controle de qualidade.
Há laboratórios de controle e desenvolvimento de produtos e processos nas áreas de patologia e físico-química e incubadoras para empresas de base tecnológica com motores de grande capacidade e água, vapor e ar comprimidos. Haverá complementação de equipamentos e unidades, prevendo-se o investimento de mais R$ 7,5 milhões.
EconomiaPara implantar a central de medicamentos, basta adquirir alguns equipamentos específicos e contratar bioquímicos e farmacêuticos. ‘‘As fórmulas são relativamente simples’’, acrescenta o prefeito, para quem a produção local e sua distribuição na região ‘‘representará grande economia aos municípios’’.
No caso de Cascavel, os gastos mensais com aquisição de remédios foram superiores a R$ 400 mil, no último ano, mas ainda assim médicos que atendem nos postos de saúde, e a própria população, sempre reclamaram da falta de medicamentos simples e baratos.

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