Cascavel tenta retirar flanelinhas das ruas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de agosto de 2001
Gilmar Agassi<BR>De Cascavel 
O Serviço de Obras Sociais da Criança (SOS-Criança) e a Secretaria de Ação Social de Cascavel estão fazendo abordagens diárias de menores que trabalham como flanelinhas pelas ruas da cidade, principalmente na área central. No mês passado, 193 adolescentes que cuidam de carros foram cadastrados. O objetivo é encaminhá-los para atividades esportivas e educacionais.
Adenir Molina Mori, coordenadora do SOS-Criança, explica que o trabalho é desenvolvido por seis estagiários e uma pedagoga que percorrem as ruas, todos os dias. Segundo ela, o SOS-Criança registrou em julho a frequência de 325 jovens na sede da entidade, onde recebem alimentação e participam das atividades, para afastá-los das ruas.
O SOS-Criança constatou que, antes, muitos menores que eram encaminhados a entidades voltavam para as ruas. A coordenação do órgão decidiu então alterar suas funções. ''Talvez pela forma que são tratados, agora eles sempre voltam. Mas muitos desses menores são obrigados a sair de suas casas para conseguir dinheiro'', diz Adenir Mori.
A coordenadora do SOS-Criança reclama das pessoas que dão esmolas aos menores. Para ela, essa atitude acaba contribuindo para o aumento do problema. ''Os meninos normalmente moram em favelas. Quando chegam ao centro e conseguem dinheiro, acham que é melhor ficar ali do que voltar para casa'', explica.
Juntamente com o SOS-Criança, outros programas desenvolvidos pela Ação Social atendem especificamente os flanelinhas, explica a secretária Vânia Maria de Souza. ''Todas as crianças encontradas nessas circunstâncias são encaminhadas a programas destinados a acabar com o problema'', afirma.
Quanto aos adultos que atuam como flanelinhas, são orientados a procurar o Serviço de Obras Sociais da Família (SOS-Família), onde recebem roupas, alimentos e transporte para o albergue noturno, relata a secretária.


