Cascavel tenta achar saída para violência no trânsito
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terça-feira, 06 de agosto de 2002
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel - Sessenta e cinco pessoas já perderam a vida desde o início do ano, em acidentes de trânsito no perímetro urbano de Cascavel. Ao todo foram 1.525 acidentes, com pelo menos 500 vítimas envolvidas. A vítima mais recente foi uma criança de apenas cinco meses de vida. No sábado passado, o comerciante Devonzir Marcordes, pai do bebê, passava de carro por um sinaleiro quando foi atingido na lateral por um outro veículo que atravessou o sinal vermelho. Revoltado com a perda do filho, Devonzir promete ingressar na Justiça pedindo a abertura de um processo por homicídio doloso.
Além de blitze e campanhas educativas junto a motoristas, a Companhia Cascavelense de Trânsito e Tráfego (CCTT), que assumiu este ano a fiscalização do trânsito municipal, busca alternativas para reduzir o índice de acidentes, porém esbarra na burocracia da legislação. O diretor da CCTT, Irapuãn Schneider, lembra que o atual Código Brasileiro de Trânsito impede a colocação de lombadas, a não ser em pontos específicos como escolas e hospitais. Segundo Irapuãn, outra alternativa seria a colocação de redutores eletrônicos de velocidade. A CCTT vem realizando estudos para identificar os pontos mais críticos do trânsito em Cascavel.
O comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Antônio Amauri Ferreira de Lima, ressalta que o número de acidentes diminui quando existe a presença dos policiais nas ruas. Entretanto, ele lamenta que a quantidade de policiais não seja adequada para fiscalizar o trânsito durante 24 horas.


