Amostras de água coletadas pela Vigilância Sanitária de Cascavel constataram potabilidade inadequada em três poços artesianos instalados em órgãos públicos. Os poços que abastecem o Terminal Rodoviário, Aeroporto Municipal e Secretaria de Obras apresentaram presença de coliformes fecais e totais.
A água contaminada é um dos principais focos de transmissão de doenças, e responde em grande escala pelo elevado número de internamentos na rede de saúde pública. Até então, o acompanhamento da Vigilância Sanitária era precário. Em alguns poços, nunca havia sido feito um exame. Notificados pelo órgão, os diretores da CCTT e Secretaria de Serviços Urbanos (Sesur), estão tomando providências.
O primeiro passo é fazer a higienização dos poços. Em seguida, é preciso contratar um técnico responsável e estabelecer um cronograma de exames semanais para acompanhar as condições de potabilidade da água. A contaminação por coliformes é resultado da perfuração de poços rasos, em proximidade com fossas sépticas e outras motivações ligadas à higienização inadequada.
Segundo o secretário de Sa© úde, Marcos Solano, o tema ‘‘é espinhoso’’ e muitos governantes preferem não agir. ‘‘Mas nós não temos como ocultar as dificuldades. Pela primeira vez, a saúde pública municipal está agindo sobre as circunstâncias, ao invés de reagir após consolidados os problemas’’, disse.
De acordo com a portaria 1.469, de 29 de dezembro de 2000, assinada pelo Ministério da Saúde, é dever da Vigilância Sanitária manter registros atualizados sobre as características da água distribuída, sistematizados de forma compreensível aos consumidores e disponibilizados para pronto acesso e consulta pública.
Fiscais da Vigilância Sanitária acompanharam também exames de inspeção na rede de água da Sanepar. Em dois pontos isolados também foram constatados problemas com coliformes fecais. Segundo os técnicos da Sanepar, em um dos pontos a presença de animais (cães), soltos dentro do quintal da residência afetaram a qualidade da água. E no outro ponto, a presença de uma fossa negra nas imediações contaminou a água. Em ambos os casos, a Sanepar descarregou a rede no setor, recoletou amostras e orientou os consumidores.
A assessoria de imprensa da Sanepar informou que a comprovação técnica de que a água que chega nos dois imóveis está dentro dos padrões é o residual de cloro encontrado nas amostras. Em ambos, ficou comprovado que a água foi contaminada no local da coleta.

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