Cascavel reúne deficientes visuais
Portadores de deficiência física do Paraná estão participando em Cascavel desde a noite de anteontem do seminário O Cego na Sociedade. O encerramento será hoje, com debates sobre a necessidade do rompimento de barreiras que impedem a inserção social. Os participantes também avaliam resultados do programa Quebra de Barreiras Arquitetônicas - Cidade para Todos.
Participam do seminário cerca de 180 pessoas, inclusive representantes de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Um dos conferencistas é a psicóloga Niusarete Campos, da Coordenadoria Nacional para Integração de Pessoas Portadoras de Deficiências do Ministério da Justiça. As políticas públicas para os deficientes, a educação escolar, o papel da família na formação da afetividade, a sexualidade e a autonomia da pessoa cega e sua participação nos movimentos sociais são alguns dos temas debatidos.
Segundo Ênio Rodrigues da Rosa, presidente da Associação Cascavelense de Deficientes Visuais (Acadevi), a plena integração dos deficientes deve ocorrer a partir da família, para que eles se sintam estimulados a buscar espaços na sociedade. O acesso ao mercado de trabalho é um destes espaços.
O professor Paulino Orso, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), falou ontem sobre Como Funciona a Sociedade e salientou que portadores de cegueira e demais pessoas discriminadas pela sociedade devem promover a integração de seus movimentos, para que a defesa de seus direitos seja mais consistente. O seminário é organizado pela Acadevi, com apoio da Unioeste e Secretaria de Estado da Criança e Assuntos da Família.
Niusarete Campos disse que o programa Quebra de Barreiras Arquitetônicas - Cidade para Todos torna as cidades mais justas, ao assegurar o acesso de todos aos espaços públicos. A representante do Ministério da Justiça conheceu o projeto que está sendo executado em Cascavel, com instalação de semáforos acionados pelos próprios cegos, rebaixamento de meio-fio, instalação de placas em braile e adaptação de acessos a escolas e prédios públicos. O Ministério destinou para Cascavel R$ 250 mil e o Município faz a contrapartida com R$ 50 mil para a execução do projeto. A prefeitura deve também fornecer aos cegos 150 controles remotos para acionar os semáforos especiais.Edson MazzettoProfessor Paulino Orso, da Unioeste: proposta de integração das entidades para somar forçasPaulo Pegoraro





