A caracterização de Cascavel como rota do tráfico internacional de drogas e para quadrilhas do crime organizado, que atuam principalmente no roubo de carros, está mobilizando lideranças locais a reivindicar a instalação de uma delegacia da Polícia Federal (PF).
A Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já havia se pronunciado sobre o assunto e agora a reivindicação é enfatizada pela Associação Comercial e Industrial (Acic).
Segundo o presidente da Acic, Pedro Boaretto, os dois tipos de crime estabelecem ‘‘clima de insegurança e impunidade crescente e alarmante’’.
A rota do tráfico é evidenciada pelas constantes e grandes apreensões de drogas, principalmente em rodovias por onde passa o tráfego proveniente da fronteira com o Paraguai, origem da maior parte da maconha, cocaína e outras.
A Polícia Rodoviária Estadual apreendeu este ano em rodovias próximas a Cascavel mais de 1.600 quilos de maconha e 34 quilos de cocaína. No ano passado foram, respectivamente, 2,2 mil e 32 quilos.
No minipresídio de Cascavel, 25% dos 250 detentos foram presos por envolvimento com o narcotráfico. Também é levada para o Paraguai a maior parte dos carros roubados na região.
A Acic está encaminhando a reivindicação ao delegado geral do Departamento de Polícia Federal, Vicente Chelotti. Segundo Pedro Boaretto, uma delegacia da PF ‘‘não só reforçará a atuação repressiva’’ em relação ao crime organizado, mas também dará suporte às duas Varas da Justiça Federal e à Procuradoria da República existentes em Cascavel.
Atualmente, quando há necessidade de investigações e inquéritos, as varas e a procuradoria têm que requisitar agentes da Delegacia de Foz do Iguaçu, já comprometidos com tarefas abrangentes na faixa de fronteira.
A entidade empresarial afirma representar ‘‘anseios da comunidade’’ ao reivindicar a delegacia porque, embora ‘‘o esforço’’ das polícias Civil e Militar, o crime organizado consegue ser mais forte. A Subseção da OAB já havia sugerido união de lideranças comunitárias na reivindicação de estrutura e ‘‘política eficiente’’ de combate ao narcotráfico.
O presidente da subseção, Maurício Monteiro de Barros Vieira, aponta esta como a forma correta de enfrentar os problemas, ao contrário de manifestações feitas nas últimas semanas por famílias de dependentes de drogas, que pediram ‘‘boicote’’ a advogados que defendem traficantes presos.Edson MazzettoPedro
Boaretto,
presidente
da Associação
Comercial
de Cascavel,
uma das
entidades
que estão
reivindicando
a Delegacia
da PFPaulo Pegoraro

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