Cascavel reduz em 30% a mortalidade infantil
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2003
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel O trabalho desenvolvido pela Secretaria de Saúde de Cascavel vem apresentando bons resultados no combate à mortalidade infantil. Em relação a 2001, no ano passado houve uma redução de 30,6% do índice de crianças recém-nascidas que morreram. Em 2002, 43 crianças com menos de um ano de idade morreram, contra 62 em 2001. Assim, o índice, que em 2001 representou 14,44 mortes para cada mil crianças nascidas vivas, em 2002 foi de 10,41.
A enfermeira do setor de Vigilância Epidemiológica da secretaria, Marisa Tomazzoni, ressaltou que os números atingiram a meta proposta no início do ano. Ela lembrou que a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza como um índice aceitável a morte de no máximo 15 crianças para cada mil nascidas, para uma cidade do porte de Cascavel. ''No começo do ano, traçamos que o índice não poderia ser superior a 14. Conseguimos fazer 10,4'', completou.
Marisa acrescentou que o índice obtido pode ser atribuído aos diversos programas desenvolvidos no município. Entre eles, o Programa Ninar, que consiste em visitas às maternidades, vacinação precoce e busca, através de visitas domiciliares, da verificação da condição de vida e risco das crianças. Há ainda o ambulatório de gestação de alto risco e a disponibilidade, em todas as Unidades Básicas de Saúde, do pré-natal. ''Mostramos às mães a importância do leite materno para os bebês'', frisou.
Apesar dos números obtidos em 2002, a enfermeira acredita que a situação poderia ser melhor, se existisse uma quantidade maior de leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Universitário. Ela acrescentou que a maior concentração de óbitos é no primeiro mês de vida. ''Este é um esforço que a secretaria vem fazendo, no sentido de ampliar o número de leitos, para que se garanta a internação'', comentou Marisa.


