Cascavel recebe R$ 12,5 milhões para ampliar sua rede de esgoto
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terça-feira, 08 de julho de 1997
Paulo Pegoraro 
Cascavel
Edson MazzetoCom as obras em execução e outras previstas, no final de 1998 Cascavel terá 60% dos domicílios com rede de esgotoUm contrato de R$ 12,5 milhões, assinado ontem pelo governador Jaime Lerner e a direção da Caixa Econômica Federal dentro do programa Pró-Saneamento, vai possibilitar a ampliação das redes de água e esgotos de Cascavel. É o maior investimento da Sanepar na cidade em um só lote de obras.
Com o contrato, e com outras obras em curso ou previstos, Cascavel vai chegar ao final de 98 com 60% dos domicílios da cidade atendidos por rede de esgoto. Até recentemente, Cascavel era uma cidade assentada sobre fossas-negras, e ainda hoje milhares de moradias despejam esgotos em fossas.
Com investimentos feitos nos últimos anos, a Sanepar estendeu 318,6 mil metros de rede de esgoto, que atende hoje a 35% dos 49 mil domicílios que recebem água tratada; com os recursos autorizados ontem, chegará a 52%.
O engenheiro Sergio Wippel, gerente de Obras da Sanepar, observa que acima de 40% é plenamente aceitável, em termos de saneamento. O contrato com a Caixa permitirá a implantação de 36 mil metros de rede coletora, à qual serão conectados 1,46 mil domicílios, nos bairros Parque Verde e Santa Cruz, além de emissário e coletor-tronco, estação elevatória e uma terceira estação de tratamento. Os recursos também servirão para ampliar o abastecimento de água, com nova captação, estações elevatórias, adutora e reservatórios, que poderão alimentar 18,9 mil metros de rede de distribuição.
A previsão é de que as obras se estendam por um ano e empreguem pelo menos cem pessoas. Outra ampliação em curso, nos bairros Coqueiral e Nova Iorque, com conclusão agendada para setembro, garantirá mais 15 mil metros de rede de esgotos. Em vias de definição, outros 26,5 mil metros no bairro Maria Luiza e 32 mil metros no Jardim Guarujá - nos três casos, somando 73,5 mil metros de rede.
Em termos de abastecimento de água, as ampliações feitas pela Sanepar garantem o atendimento a mais de 99% da população, sem perder de vista o ritmo de crescimento da cidade. No verão, ainda há alguns problemas de abastecimento.
A Sanepar tem a expectativa de que, à medida em que avance a rede de esgotos, as fossas-negras sejam desativadas e entupidas. A companhia se encarrega de eliminar as que estejam nas calçadas em frente aos imóveis, mas as internas ficam a cargo dos próprios moradores. Afonso Pereira, 62 anos, sabe bem o perigo representado pelas fossas-negras. Em 24 de junho, depois de dias de chuvas constantes, a tampa de uma fossa com 12 metros de profundidade, existente em frente a sua casa, desabou justamente no momento em que Pereira passava sobre ela. Ele caiu dentro da fossa, machucou gravemente o pé e foi resgatado pelos vizinhos, com auxílio de uma escada.
MaringáMais seis bairros de Maringá também serão beneficiados com a coleta de esgoto. Recursos no valor de R$ 11,2 milhões, repassados pelo Estado, vão permitir a expansão da rede em 215 quilômetros, atendendo os jardins América e Liberdade, as zonas 5 e 6, o Maringá Velho e o Aeroporto. No total serão mais de 10 mil novas ligações, ampliando para quase 60% os domicílios de Maringá servidos pela coleta do esgoto.
Segundo o prefeito Jairo Gianoto (PSDB), além da rede coletora serão instalados ainda outros 6,5 quilômetros de interceptores e quatro quilômetros de recalque elevatórios. Ele anunciou ainda que já está solicitando junto à Secretaria de Planejamento a liberação de outros R$ 4 milhões, para atender outros bairros que não estão servidos pela rede. Se alcançarmos os recursos teremos 80% da cidade com coleta de esgoto, afirma.


