Cascavel - A falta de segurança nas escolas voltou a motivar uma reunião entre autoridades de Cascavel na noite de anteontem. A situação levou representantes das polícias Civil, Militar, Conselho Tutelar, Núcleo Regional de Educação e o juiz da Vara da Infância e Juventude, Sérgio Kreuz, a decidirem pela reativação da patrulha escolar (PE), que foi destituída no início do ano passado.
As autoridades chegaram a um consenso e decidiram que a partir de segunda-feira, às 18 horas, uma equipe formada por policiais militares, civis, conselheiros tutelares e um representante do Núcleo de Educação sairá do 6º BPM com a função de fiscalizar escolas. Todos os desocupados que estiverem nas imediações dos colégios serão abordados e submetidos à revista pessoal.
Em algumas ocasiões, principalmente quando existirem suspeitas, as fiscalizações acontecerão também dentro das escolas. A ação integrada não ficará limitada somente no período noturno, podendo ser realizada também nas saídas das escolas pela manhã e à tarde. O principal objetivo da patrulha será encontrar drogas e armas dentro ou nas imediações dos estabelecimentos de ensino.
Os constantes flagrantes de alunos sob efeito de drogas ou álcool, que normalmente levam à tentativa de agressão contra professores e outros estudantes, preocupam as autoridades. O juiz Sérgio Kreuz chegou a dizer que é necessário decretar ‘‘tolerância zero’’ para o tráfico nas escolas. ‘‘É preciso acabar com a falsa idéia de que adolescente não é punido’’, frisa.
A chefe do Núcleo Regional de Educação, Ana Maria do Nascimento, denunciou que algumas crianças estão sendo pressionadas por outras a consumirem drogas no banheiro das escolas. Há pouco tempo, duas alunas foram flagradas em um banheiro, sob efeito de substância entorpecente. A chefe do Núcleo de Educação frisa que ocorrências envolvendo tóxicos já foram registradas em diversas escolas de Cascavel.
O juiz Sérgio Kreuz ressaltou que atos cometidos por alunos até 12 anos devem ser levados ao conhecimento do Conselho Tutelar, porém estudantes acima desta idade, devem ser entregues à polícia que os encaminhará à delegacia especializada. ‘‘Os casos não podem ficar somente com os diretores e professores, é preciso levar ao conhecimento das autoridades policiais’’, conclui o magistrado.

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