Cascavel pode recuperar igreja
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quarta-feira, 09 de maio de 2001
Gilmar Agassi De Cascavel 
O presidente da comunidade ucraniana de Cascavel, Demétrio Gulak, está esperando uma carta da prefeitura, formalizando a proposta para recuperação da Igreja do Rito Ucraniano Católico, fundada há mais de 35 anos. O documento será enviado ao bispo da igreja, dom Efrain Basílio Crevei. Assim que tivermos a carta com a proposta oficial vamos marcar uma assembléia para discutir sobre isso, ressalta.
A proposta feita pelo prefeito Edgar Bueno (PDT) é a última tentativa de evitar a demolição do templo e prevê a recuperação integral, independente de quanto será gasto na obra.
O prefeito afirmou que o administração municipal está disposto a incentivar a restauração da igreja, mas fez questão de frisar que a decisão sobre reformas ou construção de uma nova fica a cargo da comunidade ucraniana. Não queremos influenciar nessa decisão. Caso a comunidade opte pela restauração, o município vai se responsabilizar, afirmou o prefeito, adiantando que pretende buscar parceria com o Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura. Acreditamos que num prazo de 45 dias poderemos concluir os projetos e o trâmite de liberação do dinheiro para iniciar as obras, acrescentou.
Gulak diz que a proposta feita pela prefeitura deixou a comunidade ucraniana em situação difícil, pois se eles decidirem demolir a igreja sofrerão muitas críticas da opinião pública. Para nós, o ideal seria restaurar a igreja atual e colocá-la ao lado do terreno. Para então, construirmos uma nova com capacidade para receber todos os fiéis que já não cabem na existente, completa.
Atualmente a colônia ucraniana de Cascavel é formada por cerca de 400 pessoas. Entretanto, a capacidade da paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é para cerca de 200 pessoas. Há pouco mais de quatro anos iniciamos a luta pela preservação da nossa igreja, mas não conseguimos recursos. Da maneira como está, pode cair sobre as pessoas a qualquer momento. A estrutura está completamente comprometida e não oferece mais segurança, afirmou Demétrio lembrando que a estrutura física está sem qualquer tipo de manutenção há quatro anos.


