Cascavel - As receitas próprias de Cascavel poderiam ser maiores se o município tivesse ao longo do tempo atualizado adequadamente as informações cadastrais dos imóveis, aproximando o valor venal –que consta no cadastro– com o valor real de mercado. Uma estimativa preliminar da Secretaria de Finanças mostra que o município poderia acrescer às suas receitas mais de R$ 20 milhões todos os anos.
Estudo feito pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), com apoio da Secretaria de Planejamento (Seplan), identificou grandes distorções nos dois valores. A Secom acompanhou diariamente, nas últimas semanas, anúncios imobiliários publicados em jornais, com identificação de lote e quadra e valores que os proprietários lhes atribuem para venda. A seguir esses valores foram confrontados com o cadastro existente na Seplan, quando ficou constatada a distorção.
Segundo o secretário de Finanças, Luiz Frare, a última atualização do cadastro aconteceu há sete anos. Para avaliar as perdas, a prefeitura escolheu aleatoriamente 28 imóveis, e comparou os preços de venda anunciados em jornais locais com os valores constantes no cadastro da Seplan.
Somente nessa amostragem, a diferença entre o cadastro oficial e o preço anunciado de venda somou R$ 2,4 milhões. No estudo, entre outros casos, consta um terreno de 800 metros quadrados no centro de Cascavel ofertado em anúncio de jornal por R$ 350 mil. No cadastro da Seplan, o mesmo imóvel está avaliado em R$ 38 mil.
Como as alíquotas dos tributos municipais incidem sobre o valor de avaliação constante na Seplan, o município perde receita. O valor defasado do imóvel e a metragem desatualizada prejudicam o município na cobrança de taxas e impostos, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

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